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Que experiência Fantástica!

Atualizado em novembro 19, 2021
Por Editor Kadinho Treinamentos

Que experiência Fantástica!

Atualizado em novembro 19, 2021
Por Editor Kadinho Treinamentos
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Participei do Brasil Ride uma prova desafiadora e repleta de acontecimentos marcantes…

Atleta: Reinaldo Dornas

1º e 2º Dia

A prova foi incrível, tivemos de tudo na prova, sol intenso, com sensação térmica de uns 50°, chuvas e lamas.

No segundo dia, ida para Guaratinga, o sol castigou demais, tive muitas cãibras, fui dosando para conseguir chegar, minha sapatilha estourou neste dia faltando 20 km o que me prejudicou.

 Devido ao calor enorme e altíssima umidade, comecei a manifestar uma assadura desconfortável.

Devido as circunstâncias, meu “ponto forte” neste dia, foi a mentalidade de querer chegar, fui dominando as dores e adversidades, “O CONTROLE MENTAL FOI MUITO IMPORTANTE!”

Ponto fraco” nesta etapa e em todas as demais, os pontos de apoio instalados não foram bem classificados no meu ponto de vista, não tivemos alimentação suficiente, já tinha participado de versões anteriores e como base, vi que não foi positivo, havia somente os seguintes suprimentos:  água, coca cola, banana e batata cozida com sal grosso.

Cheguei muito exausto, mas feliz com o rendimento, mesmo numa situação desconfortável…

3º Dia

Deveria ser o dia para descansar, mas colocaram 7 voltas nesta etapa.

Saí muito bem este dia, recuperado das lesões e assaduras…

Nos primeiros 30 minutos, deixei meu organismo reagir e ver como ele ia responder, fui me sentindo bem e conseguindo colocar um ótimo ritmo e consistência, ganhando várias posições de outros trios, levei minha equipe com ótimo rendimento até o pé das 7 voltas, nem tentei zerar pois sabia que não conseguiria e iria me desgastar demais.

Nesta subida, o calor foi algo nunca passado até então…. bem quente!

Quando começamos a descida veio a chuva e despencou a temperatura, de 40 par 22°, neste sentido para mim foi ótimo, pois o calor me desgasta demais, mas a descida virou um quiabo de tão escorregadia, mas consegui descer bem sem qualquer problema e na fase final dessa etapa colocamos um ótimo ritmo, levei um tombo nos últimos 5 km, a estrada estava com muita lama, mas uma foi queda controlada.

“Ponto forte” deste dia: a mente estava extremamente FOCADA, não tive qualquer problema FÍSICO.

“Ponto fraco” Infelizmente os pontos de apoio não supriram de forma adequada, apenas batata cozida com sal, e um salgadinho deste de saquinho, muitíssimo fraco, os organizadores deverão rever essa aplicação.

4º dia

Etapa Rainha…. foi o dia que estava me sentindo 100%, como a etapa anterior foi mais curta, tive maior tempo de recuperação.

Sai muito bem neste dia, andando forte com o pelotão.

Chegamos muito bem e conseguindo subir a serra do Cariri, sem pressionar demais, mas de forma consistente.

Chegamos na metade da etapa, tendo somente água, coca e batata no apoio, neste dia ao comer a batata com sal não me senti bem, senti uma distensão no estômago e um pouco de azia.

Até a metade da subida estava relativamente sem problemas, alguns pontos “eu girava”, outros era preciso “empurrar”, devido a outros atletas estarem empurrando, não tinha como passar.

Com o passar da subida, e a mata fechando, o calor só aumentou, e umidade era elevada, estava igual uma panela de pressão.

Precisei parar numa parte onde tinha água, “me refrescar” “molhei” até sentir o corpo esfriar um pouco, pois estava me sentindo mal, e o calor desencadeou uma grande dor de cabeça, sentia que não iria conseguir, nesta hora fiquei muito abalado.

Mas voltei e fui levando a situação, dominando a MENTE e o FISÍCO.

O apoio seria no km 58, e eu já estava praticamente sem água, com fome…. esgotado!

Terminei a subida sofrido, sentido muito as assaduras, que pioraram demais nesta subida, devido a umidade e areia que foi entrando no bretele, uma loucura!

Conseguir me sair bem em uma descida íngreme e mais técnica, até girar para chegar ao ponto de apoio.

No ponto de apoio, me hidratei e comi bem para recuperar as energias, mas após 1 h, bateu um esgotamento enorme, faltava 20 km para terminar, um sol e calor absurdo… sentia meu corpo todo fervendo… falta de energia para subir na bike e completar a etapa… dores nas assaduras… fui lutando para chegar, achava que não conseguiria!

Ao cruzar a linha de chegada, quase CHOREI DE EMOÇÃO por ter feito e concluído, pois estava muito além do meu limite físico neste dia.

Estava determinado a não voltar para Arraial no dia seguinte, pois minhas assaduras estavam me matando de dor, ao tomar banho vi o tamanho do estrago.

Jantei, estava amuado, querendo ficar isolado, porque não seria fácil ter que deixar de fazer a etapa do dia seguinte.

Tratei as feridas, coloquei bepantol e fui descansar….

“Ponto forte” RESILIÊNCIA PARA FINALIZAR A ETAPA!

5º Dia

Acordei cedo, fui arrumar minhas coisas, mas já não estava mais disposto a abandonar a LUTA, as assaduras doíam um pouco, mas não ia DESISTIR!

Tomei meu banho, comi bem, me preparei para sair.

No início mantive um ritmo mais leve, para deixar o corpo seguir sem esforço demasiado, estava bem atrás do pelotão do “meio” o qual, andei nos demais dias.

Consegui sentir de forma gradual as energias e a mente mantendo o foco.

Meus parceiros estavam se mantendo um pouco a frente neste dia.

Ao passar pelo 2º ponto de apoio, estava me sentindo FORTE, voltei ao JOGO, consegui colocar um ritmo bom, subindo as ladeiras de forma consistente e conseguindo me encaixar no pelotão.

Quando passamos o km 90, onde termina as grandes subidas, pegamos um ótimo ritmo até o km 120.

Neste ponto minha sapatilha não estava clipando. Os tacos bambearam, foi quando entramos na mata, acabei caindo em um determinado momento, precisei desclipar, mas o pedal, devido ao barro seco, não estava deixando soltar a sapatilha…. foi tenso!

Neste momento as assaduras estavam me matando… não conseguia apoiar no selim… para piorar a sapatilha não clipava….no “single” fui treinando meu LIMITE, até o último ponto de apoio.

Parei, tomei uma coca e apertei os tacos, dei um limpada no pedal e consegui clipar com muita dificuldade, além das dores das assaduras.

Consegui completar a ETAPA, mas esse dia foi extremamente difícil…superação e resistência!

“Ponto forte” NÃO DEVE DESISTIR DA LUTA!

“Ponto Fraco” A mente estava me boicotando o tempo todo, devido as assaduras, só me lembrava delas o tempo todo rsrsrs

6º Dia

No XCO, foi pura alegria não tive qualquer problema, já TINHA superado as adversidades dos dias anteriores.

Fiz em um ritmo que sabia que podia, mas num ritmo que me permitiu ter um certo alívio das dores.

7º dia

Na última etapa, está foi minha melhor, estava completamente sem dores das assaduras.

“Ponto fraco” foi a chuva intensa que criou muita lama, mas fui extremamente consistente neste dia, as trilhas que passamos, coincidentemente foram algumas que quase desisti no 5º dia, pedalei forte me sentido muito bem.

Mas este dia era o dia de despedir dessa experiência incrível e muito desafiadora…

Você está se perguntando será que ele volta? Ano que vem posso estar aqui relatando mais uma experiência incrível, dessa história de superação e cheia de emoção!

Fotos: sportograf.com

Abraços, Reinado Dornas.

Editor Kadinho Treinamentos, aqui no Blog.

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